Teiús

 

Nome Científico

Tupinambis merianae.

Nome Popular

Teiú, Tejo, Tiú.

Origem

Todo Brasil menos Região Amazônica.

Habitat

Cerrados, caatinga, mata atlântica em áreas ensolaradas e de capim baixo.

Terrário e Abrigo

Ao ar livre em terrários amplos com pedras e troncos fortes com chão de terra ou cascalho.
Terrários internos de 3 X 2 X 1m com tampa travável, abrigarão o animal até a idade adulta e deverão ter espessa camada de cascalho ou casca de árvore ou grama sintética ou até mesmo jornal. Sendo animal semi-fossorial, procurará sempre cavar tocas ou esconder-se sob o substrato.

Exercício e Repouso

Animais silvestres não são brinquedos nem máquinas. Conforme o horário do dia, estação do ano, idade, prenhes etc, sua atividade varia bem como os períodos de repouso e ambos devem ser respeitados. A soltura vigiada em recintos maiores que seus terrários, o fornecimento de alimentos vivos incentivando seu instinto de caça, elementos de decoração que induzam ao exercício tais como rochas, troncos, rampas, túneis etc e a não manipulação quando estiver dormindo ou em repouso, após refeições, em períodos antes de postura, na muda de pele etc, são práticas que farão seu animal viver melhor.

Iluminação/Insolação

A luz solar produz, entre outras, radiação ultra-violeta do tipo UVA e UVB indispensáveis à saúde do seu animal; a radiação ultra-violeta UVA estimula o apetite, a atividade e o comportamento reprodutivo, realçando as cores do seu animal; a radiação ultra-violeta UVB é importante para a produção de vitamina D³, sintetizada na pele dos animais e influi na absorção do cálcio, nas funções metabólicas e no crescimento.
Lembre-se de, ao expor ao sol, sempre dar a opção de sombra ao seu animal, evitando locais que possam super-aquecer. Também é preciso lembrar do foto-período, ou seja a sucessão dia/noite, que é preciso respeitar. Caso você não possa expor seu animal à luz solar natural existem no comércio as lâmpadas fluorescentes (lineares ou compactas) de ultra-violeta, em várias potências e tamanhos. No caso de lâmpadas vale lembrar que só fazem efeito até 40cm de distância e que sua duração é de cerca de 1 ano emitindo raios ultravioletas, embora apos este prazo continuem a emitir luz.

Temperatura

Os répteis são animais ectotérmicos, isto é, não produzem seu próprio calor dependendo da temperatura externa para atingirem o grau necessário para suas funções vitais. Na Natureza o Sol, mais uma vez, é a principal fonte de calor aquecendo diretamente ou se acumulando em rochas, no solo etc. Existem no comércio lâmpadas de produção de calor, de várias marcas e potências, com ou sem emissão de luz visível, aquecedores cerâmicos, placas aquecidas, pedras aquecidas e cabos de aquecimento. Devemos lembrar do gradiente termal, ou seja, oferecer-se várias temperaturas em diversos locais do terrário para que o animal possa escolher a que melhor lhe convier.
A temperatura ideal para este animal se situa entre 26º e 32ºC durante o dia e pode ser medida através de termômetros digitais ou analógicos e controlada por termostatos e temporizadores ("timers"). À noite é benéfica uma queda para até 24ºC.

Umidade

O grau de umidade influi na saúde do animal, na troca de pele (ecdise), respiração etc e pode ser medido com higrômetros analógicos ou digitais.
Existem no comércio equipamentos para incremento da umidade tais como nebulizadores ("foggers"), borrifadores ("misting machines"), gotejadores ("drippers"), cascatas artificiais, sprays manuais ou simples piscinas para terrário. A umidade ideal para este animal é em torno de 40%.

Alimentação

Na alimentação de répteis deve ser observada a proporção 2:1 em cálcio e fósforo.
Filhotes não comem vegetais durante seu primeiro ano de vida, comendo sim Tenebrio, Zophobas, grilos, ração para gatos e, com um mês, neonatos de camundongo.Quando adultos são onívoros e comem filhotes de rato ou camundongo, rãs, pintinhos, ovos cozidos, pão branco, tomates, bananas, carne, peixe, melões, ração para cães e gatos, uvas, pie, cantaloupes, pêssegos, cerejas. Como são seletivos, recomenda-se apenas um tipo por dia. O apetite diminuí drasticamente quando a temperatura baixa.

Fornecimento de Água

Deve ser constante e sempre limpa e, para que seja fresca, localizada longe da fonte de calor. Existem no comercio bebedouros (automáticos ou não), piscinas e cascatas artificiais.

Longevidade

Até 16 anos.

Tamanho

Até 1,40m (comprimento rostro-caudal).

Mudas de Pele

Ocorre aos pedaços e na ocasião convém aumentar a umidade.

Dimorfismo Sexual

Machos maiores com mandíbulas mais fortes e papada.

Possíveis Doenças

O diagnóstico sobre possíveis doenças cabe aos Médicos Veterinários mas você pode detectar alguns sintomas pelas mudanças de comportamento do seu animal tais como perda de apetite, imobilidade, respiração difícil, olhos lacrimejantes ou opacos, diarréia, muco bucal e nasal etc. Nestes casos procure um médico veterinário (vide lista no site www.biomaniaanimais.com.br) e isole o animal (e seus utensílios) se você tiver mais de um.

Aspectos Sanitários das Instalações

A limpeza do terrário, de bebedouros, comedouros, objetos de decoração (pedras, troncos, plantas artificiais etc), deve ser feita com desinfetante sendo o mais barato o hipoclorito de sódio (cândida) diluído a 3% que deverá permanecer em contato com as superfícies por meia hora antes que seja removido por lavagem. A troca periódica de substrato é indispensável.

Cuidados de Trato e Manejo

Animais silvestres, mesmo nascidos em cativeiro, exigem parâmetros específicos para cada espécie no que se refere a temperatura, umidade, insolação, alimentação adequada etc.
Depois de adquiridos precisam de um período de adaptação às suas novas instalações e, só depois disto podem ser parcimoniosamente manipulados lembrando sempre que são mais interessantes para observação do que para manipulação. Para conservar seu teiú manso é necessário manipula-lo constantemente mas, repetimos, parcimoniosamente.

Igor Prestes da Rosa
Estudante de Ciências Biológicas

 

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